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sábado, 31 de outubro de 2015

Quando comer é fazer política

Porque comer é um ato profundamente político. Ao contrário do respirar, ato verdadeiramente involuntário, o ato de comer obriga à tomada de decisões por parte de milhares de milhões de seres humanos ao longo do dia. Comer uma maçã de produção local ou uma maçã transportada de muitos milhares de quilómetros, multiplicada por milhões de pessoas, tem implicações profundas no nosso meio ambiente. O mesmo se passa ao escolher para a refeição de hoje à noite 150 g de carne ou igual quantidade de proteína vegetal, proveniente por exemplo do feijão ou grão. Ou ainda escolher café produzido num país de um regime democrático ou não.
As escolhas alimentares podem decidir a qualidade de uma vida. A alimentação inadequada é o principal determinante dos anos de vida saudáveis perdidos pelos portugueses, à frente do tabaco e do álcool, por exemplo. Mas as escolhas alimentares também influenciam a saúde do planeta, o emprego e o modelo de economia actualmente em vigor. Daí a importância deste debate ao qual voltaremos em breve.

Marmelada ou Carne de Menbrillo

Acabada de fazer
Os Marmelos

A marmelada é um puré de marmelo cozido com açúcar em partes iguais com o objectivo de o conservar.É uma especialidade da doçaria regional Portuguesa, sendo a mais famosa a de Odivelas (próximo de Lisboa) fabricada no antigo mosteiro pelas monjas. Pode ser branca ou vermelha.



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

terça-feira, 20 de outubro de 2015

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Dia Mundial da Alimentação e do Pão

16 de OUTUBRO - DIA MUNDIAL DO PÃO


Há estudos que apontam que os pães começaram a ser produzidos há aproximadamente seis mil anos, na região da Mesopotâmia, onde hoje está situado o Iraque, e foram difundidos por várias civilizações da Antiguidade. Esse pão era resultado de uma mistura seca, dura e amarga feita à base de farinha de trigo. A origem do pão está intimamente ligada ao processo de sedentarização do homem, quando se iniciou o desenvolvimento da agricultura, sendo o trigo um dos cereais resultantes dessa actividade produtiva.

O processo de fermentação foi uma técnica desenvolvida pelos egípcios por volta de 4000 a.C., dando ao pão o aspecto pelo qual o conhecemos hoje em dia. Por ser um produto extremamente necessário à alimentação, ele foi usado durante muitos séculos também como moeda. Há indícios de que os faraós o utilizavam como meio de pagamento para serviços realizados. Em Roma, o pão era um dos componentes da política do panis et circenses (pão e circo), utilizada pelos imperadores para manter uma satisfação aparente da população, desviando a atenção das disputas de poder e das condições de vida a que o povo estava submetido. O trigo era distribuído em espetáculos públicos pela administração do império.

Durante a Idade Média, o pão era feito artesanalmente no ambiente doméstico pelos camponeses. A limitação agrícola e técnica que tinha essa classe social não possibilitava a produção de pães fermentados, o que resultava em um produto de menor qualidade. Situação diferente era a vivenciada pelos senhores feudais, que consumiam pães de maior qualidade produzidos nas padarias dos castelos. Foi também neste período histórico que surgiu a figura do padeiro, que aos poucos passou a se organizar em corporações de ofícios, controlando assim o processo de produção do alimento e gozando de certo prestígio nas cortes.

Com a Revolução Industrial, a produção do pão ganhou um forte impulso, seja no aumento de terras destinadas ao plantio do trigo, seja no desenvolvimento de técnicas de moagem do cereal nos moinhos, passando dos moinhos de tração animal ou humana aos moinhos a vapor, que começaram a surgir em 1784. A grande produção que se verificou se destinava a alimentar principalmente a classe operária que crescia nas cidades industriais, criando condições para uma produção em larga escala.

O pão chegou a ser inclusive um dos motivos de eclosão da Revolução Francesa. Sendo base da alimentação da população francesa há séculos, a severa queda na produção do cereal tornou o alimento caro e escasso. Este foi um dos motivos que levaram à revolta da população francesa e à queda do rei Luís XVI.

Ovos Recheados

Bons demais