http://secozinhologocomo.blogspot.pt/

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Receita para um Ano Feliz











Tome 12 meses completos.
Limpe-os cuidadosamente de toda a amargura, ódio e inveja.
Corte cada mês em 28, 30, ou 31 pedaços diferentes, 
mas não cozinhe todos ao mesmo tempo.
Prepare um dia de cada vez com os seguintes ingredientes:


- Uma parte de fé
- Uma parte de paciência
- Uma parte de coragem
- Uma parte de trabalho
Junte a cada dia uma parte de esperança, de felicidade e amabilidade.

Misture bem, com uma parte de oração, uma parte de meditação e 
uma parte de entrega.

Tempere com uma dose de bom espírito, uma pitada de alegria, um pouco
de acção, e uma boa medida de humor.
Coloque tudo num recipiente de amor.
Cozinhe bem, ao fogo de uma alegria radiante.
Guarneça com um sorriso e sirva sem reserva.
Tenham um ano 2016 condimentado de boas energias


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Porque somos o que comemos a NASA Criou o sistema HACCP

HA = Análise de perigos
CCP = Pontos Críticos de Controlo
HAZARD = Perigo

 

O sistema de Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos (HACCP) tem na sua base uma metodologia preventiva, com o objectivo de poder evitar potenciais riscos que podem causar danos aos consumidores, através da eliminação ou redução de perigos, de forma a garantir que não estejam colocados, à disposição do consumidor, alimentos não seguros.

O sistema HACCP baseia-se na aplicação de princípios técnicos e científicos na produção e manipulação dos géneros alimentícios desde "o prado até ao prato".

Quem tem de desenvolver o sistema HACCP


Todas as empresas do sector alimentar que se dediquem a qualquer fase da produção, transformação, armazenagem e/ou distribuição de géneros alimentícios.

Definição de empresa do sector alimentar: qualquer empresa, com ou sem fins lucrativos, pública ou privada, que se dedique a uma actividade relacionada com qualquer das fases da produção, transformação, armazenagem e/ou distribuição de géneros alimentícios. (cfr nº2 do artigo 3º do regulamento nº178/2002 de 28 de Janeiro).

Nota: Ter sempre em conta!



E se se tratar de fabrico de produtos alimentares no domicílio para venda?
Procurem sempre produtos ou serviços certificados!

sábado, 5 de dezembro de 2015

Rabanadas à Poveira




RABANADA À POVEIRA - História
A rabanada é um doce de referência na comunidade piscatória poveira. Elaborada com base em ingredientes acessíveis, enquadrava-se bem numa população cujas raízes não se sustentavam na abundância e que incorporavam na gastronomia a singeleza da sua vida quotidiana. A diferença estava na criatividade de quem confecciona, por isso a Rabanada está longe de ser um produto homogéneo. De casa para casa, ou mesmo em cada família, encontravam-se várias soluções, segundo as posses ou os gostos, e reforçando-se assim os sabores com diferentes opções (vinho branco, vinho tinto, vinho do porto, leite, água, etc.). No entanto, o que associa a Póvoa à Rabanada não é propriamente esta tradição familiar.
A conhecida “Rabanada Poveira” é um produto mais recente, com forte feição comercial e fruto de uma adaptação das tradições locais. Mais uma vez o responsável foi Leonardo da Mata 
No início da década de 50, o autor teve a ideia de apresentar a “Rabanada” na ementa do seu restaurante, procurando assim encontrar uma solução para as sobras de pão, o chamado bijou ou molete, mas designado pelos poveiros de “trigo”. Recorde-se que tradicionalmente as rabanadas eram feitas de pão cacete.
Definido o propósito, Leonardo da Mata pôs mãos à obra no sentido de conseguir um resultado convincente. Um percurso feito de tentativas até obter o resultado pretendido. A questão fundamental sempre foi a qualidade do pão facto que, com o passar dos tempos e a moda do “pão quente”, veio dificultar a tarefa.
Mantendo a tradição da comunidade piscatória, o autor recorreu a ingredientes básicos e o resultado final reflectiu a mestria do cozinheiro.
José da Mata (filho e colaborador) conta que havia entre os compradores de rabanadas no restaurante clientes que sabiam distinguir quando os doces eram feitos pelo Sr. Leonardo ou pelos funcionários.
O sucesso das “Rabanadas Poveiras” ou das “Rabanadas do Leonardo” levava a grande procura deste produto quer na Póvoa quer na região, sendo frequente o envio para o Brasil. Era “obrigatório” para quem nos visitava levar para casa uns exemplares do doce de referência da Póvoa. Contou José da Mata que em certas situações (exemplo de jogos de futebol com equipas que traziam muitos adeptos) era necessário haver polícia para disciplinar a fila que se formava para comprar as rabanadas.
Este doce sobreviveu à morte do seu criador e é hoje possível encontrá-lo na ementa de muitos restaurantes da cidade, mas, como acontece nestas coisas da gastronomia, cada um tem um toque pessoal que o individualiza.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Rancho Americana

 Hoje senti-me uma espécie de Nigella Lawson!
Recomendo este prato para quem tens crianças.



domingo, 8 de novembro de 2015

Glúten O mal Amado!!







Glúten

 Quando se junta agua à farinha, duas proteínas, a glutina e a gliadina, combinam-se para formar o Glúten que é elástico e pegajoso. Quando as massas e os polmes são tendidos ou batidos, a elasticidade do Glúten aumenta. Às vezes isto é desejável, como quando se faz pão, pois o Gluten concentra dióxido de carbono que faz com que o pão levede. Outras vezes, como quando se faz polmes, crepes ou  massa para tartes, é melhor evitar a activação do Glúten pois este contrai-se, deixando os alimentos fritos expostos e torna-se duro quando cozinhado.

A melhor forma de evitar a formação de Glúten é não bater nem trabalhar a massa ou polme, deixando repousar no frigorífico antes de ser utilizados. (A combinação da glutanina e da gliadina para formar Glúten reverte, enquanto as massas e polmes repousam.)  



domingo, 1 de novembro de 2015

sábado, 31 de outubro de 2015

Quando comer é fazer política

Porque comer é um ato profundamente político. Ao contrário do respirar, ato verdadeiramente involuntário, o ato de comer obriga à tomada de decisões por parte de milhares de milhões de seres humanos ao longo do dia. Comer uma maçã de produção local ou uma maçã transportada de muitos milhares de quilómetros, multiplicada por milhões de pessoas, tem implicações profundas no nosso meio ambiente. O mesmo se passa ao escolher para a refeição de hoje à noite 150 g de carne ou igual quantidade de proteína vegetal, proveniente por exemplo do feijão ou grão. Ou ainda escolher café produzido num país de um regime democrático ou não.
As escolhas alimentares podem decidir a qualidade de uma vida. A alimentação inadequada é o principal determinante dos anos de vida saudáveis perdidos pelos portugueses, à frente do tabaco e do álcool, por exemplo. Mas as escolhas alimentares também influenciam a saúde do planeta, o emprego e o modelo de economia actualmente em vigor. Daí a importância deste debate ao qual voltaremos em breve.